Instituto Brasileiro de Museus
Museu ImperialMuseu Imperial leva exposição sobre as viagens de D. Pedro II ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão)
O Museu Imperial apresenta, já em cartaz na área de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão), no espaço dedicado ao projeto #Arte no RioGaleão, a exposição “As viagens de D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo”.
Desenvolvida pelo Museu Imperial, em parceria com o Arte Institute, a mostra divulga ao público brasileiro e estrangeiro uma das preciosidades documentais preservadas pelo Museu Imperial mais relevantes: o conjunto de diários, correspondências, desenhos, itinerários, impressos e registros iconográficos produzidos por D. Pedro II ao longo de quase cinco décadas de deslocamentos pelo Brasil e por quatro continentes. A documentação integra o fundo “Arquivo da Casa Imperial do Brasil” e foi inscrita, em 2013, no Registro Memória do Mundo da UNESCO.
A exposição “As viagens de D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo” está prevista para permanecer até o final de março, com possibilidade de extensão para o mês de abril.
O percurso expositivo evidencia as viagens realizadas pelo imperador em território brasileiro, quando percorreu províncias do Nordeste, do Sul e do Sudeste, registrando aspectos da paisagem, da infraestrutura e da realidade social do país em seus diários, inclusive durante a Guerra do Paraguai, quando esteve em Uruguaiana e se deixou fotografar como o “Primeiro voluntário da Pátria”.
No exterior, realizou três grandes viagens que ampliaram a presença cultural do Brasil no cenário internacional: entre 1871 e 1872, reencontrou familiares e chefes de Estado na Europa e no Egito; entre 1876 e 1877, esteve nos Estados Unidos durante a Exposição do Centenário da Independência e visitou instituições científicas na América do Norte, no Oriente Médio e na Europa; e, entre 1887 e 1888, mesmo em meio à fragilidade física, manteve intensa atividade intelectual, frequentando academias, concertos e centros de pesquisa.
Observador atento das transformações políticas, científicas e culturais da segunda metade do século XIX, D. Pedro II dialogou com intelectuais, artistas e cientistas de projeção internacional e contribuiu para aquilo que hoje se compreende como uma forma pioneira de diplomacia cultural brasileira.